Aqui mora um turbilhão
Ele movimenta e se repete,
Vai
Volta
Aqui mora uma vida
Alegre de tristezas
Aqui moramos
nossas quimeras desmedidas
medidas com horror.
Da medo de fechar os olhos e ficar preso no sonho
Medo de acordar e descobrir que tudo isso é verdade,
Que escalpes, seringas, homens de roupas brancas e crachás no pescoço
Tentam, em vão, tirar seu pescoço da lama.
Jogo as palavras, assim como jogo minhas emoções
Pode te parecer confuso, mas nem consigo colocar aqui a complexidade do que esta oculto no meu coração.
Tô querendo dar um tempo pra mim, tirar um tempo pra ser normal
Tô querendo encher a cara de coragem e largar essa torpe dor pendurada num canto por aí
Tô querendo pedir socorro.
Antes que seja tarde demais.
Liberdade aos sentidos, ao sentimento, ao amor...
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